Entrevista ficcional. As respostas são criações literárias inspiradas na obra, no pensamento e na trajetória de Lima Barreto, não declarações autênticas do escritor.
terça-feira, 3 de novembro de 2026
Encontros Impossíveis - Lima Barreto
sábado, 31 de outubro de 2026
Moacy Cirne e A explosão criativa dos quadrinhos | Capítulo Potiguar
Por Roberto Homem
O menino que esperava os gibis chegarem a Caicó tornou-se um dos pioneiros da pesquisa brasileira sobre histórias em quadrinhos. Seu livro de 1970 ganha novas leituras à luz de uma entrevista concedida ao SuperPauta em 2013.
Em Caicó, um menino aguardava a chegada de um caminhão vindo de Recife. Seu Benedito trazia mercadorias variadas e, entre elas, revistas em quadrinhos. O garoto ficava de plantão na calçada, esperando os gibis. Batman, Super-Homem, Tarzan, Fantasma e Mandrake chegavam ao sertão em páginas impressas. O menino se chamava Moacy da Costa Cirne.
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
terça-feira, 27 de outubro de 2026
Encontros Impossíveis: Stanislaw Ponte Preta (Sílvio Porto)
Dois candidatos, milhões de eleitores contrariados e um país que foi às urnas escolher quem deveria perder. O criador do Festival de Besteira que Assola o País retorna para descobrir se a democracia brasileira está em crise ou se apenas contratou um novo diretor de comédia.
“Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos.” — Stanislaw Ponte Preta
Por Roberto Homem
Na manhã seguinte à eleição presidencial, o Brasil acordou dividido. Os eleitores de Lula comemoravam a vitória. Os de Flávio Bolsonaro procuravam explicações para a derrota. Havia também uma terceira metade, numericamente impossível, mas politicamente bastante representativa, que não gostava de nenhum dos dois candidatos e votara em um deles para impedir que o outro ganhasse.
Foi quando Stanislaw Ponte Preta resolveu reaparecer.
sábado, 24 de outubro de 2026
Capítulo Potiguar: Sátiras e epigramas de Zé Areia
Uma leitura de Sátiras e Epigramas de Zé Areia, de Veríssimo de Melo, e de sua adaptação em quadrinhos.
Por Roberto Homem
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Pescando o Passado - Sebo de Ponta

Aberto no quintal de uma casa em Ponta Negra, o sebo que montei com meu cunhado Neneto virou bar e palco, e ganhou exposição e histórias. Uma filmagem reencontrada resgatou um pedaço daqueles dias.
Por Roberto Homem
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Encontros Impossíveis: Alzira Soriano
Em um encontro entre 1928 e o Brasil de hoje, a primeira prefeita eleita do país enfrenta perguntas sobre machismo, poder e as contradições de abrir caminho para as mulheres — enquanto novas vozes tentam fazê-las recuar.
“Procurarei fazer obra que fique.” — Alzira Soriano, em carta a Bertha Lutz, 19 de novembro de 1928, transcrita por Isabel Engler em sua dissertação de 2024.
Por Roberto Homem | SuperPauta
A primeira prefeita eleita do Brasil conhecia a política por dentro antes que lhe permitissem ocupar o cargo. Neste encontro imaginário, Alzira Soriano revisita a campanha de 1928, a parceria com Bertha Lutz, as hostilidades contra uma mulher no comando e as contradições de uma conquista amparada pelo poder dos coronéis. Uma conversa sobre governar, pertencer e abrir caminho para quem ainda ficou do lado de fora — e sobre a reação antifeminista que ameaça conquistas das mulheres no presente.
sábado, 17 de outubro de 2026
Capítulo Potiguar: Meleagro
Em uma pesquisa feita a partir de Natal, Cascudo reúne rituais, cantigas e histórias de entidades — e deixa um documento que também convida a discutir o olhar de quem o escreveu.
Uma sala de casa de taipa no Alecrim. Vinte pessoas reunidas. O pavio de um candeeiro de querosene é baixado para deixar o ambiente na penumbra. Um mestre recém-chegado do Pará inicia os cantos que abrem a sessão. Há gestos, palavras e uma ordem reconhecida pelos participantes.
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Pescando o Passado: Lembranças do Salesiano
Lembranças do Salesiano entre a torcida, a disciplina e as peças que a memória troca
Por Roberto Homem
Nesta semana, a pescaria foi num conjunto de velhas fotografias do Salesiano. Algumas já estavam comigo; outras chegaram pelas conversas com os amigos. Mesmo em arquivos digitais, elas conservam as marcas dos retratos de papel: cores desbotadas, manchas, rostos que pedem um segundo olhar.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Encontros Impossíveis: Odorico Paraguaçu
O prefeito de Sucupira recebe o SuperPauta entre uma promessa de inauguração e uma tentativa de mudar de assunto. Fala de Lula, Flávio Bolsonaro, ministros, aliados, adversários e eleitores com a desenvoltura de quem conhece o negócio por dentro — e com a indignação de quem acha que os concorrentes cresceram demais. No caminho, revisita o cemitério que o consagrou, as irmãs Cajazeiras, Zeca Diabo e o homem que teve a indiscrição de escrever sua história: Dias Gomes.
Entrevista imaginária por Roberto Homem
sábado, 10 de outubro de 2026
Capítulo Potiguar - Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018)
Quem conta a história de um governo? O historiador que pesquisa documentos, o jornalista que acompanha as decisões, os integrantes de uma administração e as pessoas alcançadas por suas políticas podem produzir relatos muito diferentes sobre o mesmo período. É nessa convivência de perspectivas que se encontra parte do interesse de Governo do Rio Grande do Norte (1935–2018), o livro deste Capítulo Potiguar.
Organizada por André Felipe Pignataro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros, a obra reúne 25 perfis de governantes. Um desses capítulos, dedicado a Garibaldi Alves Filho, tem minha assinatura. A participação me permite apresentar a coletânea também por dentro: pelo caminho que me levou a escrever para ela e pelas lembranças do trabalho como jornalista ao lado do personagem retratado.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Pescando o Passado: Os nudistas de Pitangui
Dois rapazes entram nus no mar de Pitangui. Quando saem, já não precisam apenas encontrar as sungas: têm de enfrentar a polícia, uma multidão e uma história que cresce a cada vez que alguém a conta.
Nesta semana, Pescando o Passado recupera Os Nudistas de Pitangui, um conto inspirado num acontecimento real e retomado agora a partir das páginas que consegui encontrar.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Encontros Impossíveis: Elino Julião
O menino que atravessava o Seridó num jumento para cantar em Caicó pegou carona num caminhão de queijo e manteiga até Natal. Dali chegou ao rádio, foi chamado por Jackson do Pandeiro para trabalhar no Rio de Janeiro e fez músicas que o Brasil continuou cantando.
No antigo Forró da Coreia, Elino Julião recorda os companheiros de viagem, conta de onde vieram seus personagens, enfrenta a história de uma canção tomada por subversiva e explica por que, décadas depois, ainda havia gente lhe pedindo notícias de Nascimento.
Entrevista imaginária por Roberto Homem
sábado, 3 de outubro de 2026
Capítulo Potiguar — Menino de Asas
Em Menino de asas, a diferença que provoca medo também revela as contradições da cidade.
A cidade chama de monstro aquilo que não compreende. Mais tarde, quando descobre uma utilidade para suas asas, transforma o perseguido em funcionário exemplar.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Pescando o Passado: o samba para Zila que perdeu o Carnaval no sorteio
Vasculhando minha pasta de tesouros antigos, encontrei quatro páginas que sobreviveram a mudanças, esquecimentos e ao desgaste do papel. Formam o folder que a Imperatriz Alecrinense no Samba distribuiu no Carnaval de Natal de 1991, quando desfilou com o enredo “Zila Mamede — Canção do Sonho Oceânico”.
Ali estão o desenho da capa, a letra do samba, a descrição das alas e dos carros alegóricos, os nomes de quem trabalhou no barracão e os anúncios de um comércio natalense que já pertence a outra época. Para mim, no entanto, aquelas folhas guardam algo ainda mais pessoal: o começo de uma parceria musical que já atravessa 36 anos.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Encontros Impossíveis: Darcy Ribeiro
Às vésperas de mais uma eleição em que a educação corre o risco de virar promessa lateral, Darcy Ribeiro reaparece no Beijódromo, dentro da Universidade de Brasília. Diante da escola pública que o país ainda não decidiu construir, ele fala dos CIEPs, da UnB, de Anísio Teixeira, dos povos indígenas, da desigualdade, da inteligência artificial e da Lei de Diretrizes e Bases. Também responde às críticas, reconhece derrotas e pergunta aos candidatos o que quase nenhum palanque quer esclarecer: que criança brasileira estão dispostos a abandonar quando as urnas forem fechadas?
sábado, 26 de setembro de 2026
Capítulo Potiguar — Universo e Vocabulário do Grande Sertão
Há livros que explicam uma obra; outros ensinam o leitor a entrar nela. Universo e Vocabulário do Grande Sertão, de Nei Leandro de Castro, pertence à segunda categoria. Publicado originalmente em 1970, o estudo nasceu de uma pesquisa iniciada em Natal, cinco anos antes, e ainda oferece uma porta de entrada generosa para a linguagem de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
O ponto decisivo é que Nei não trata as palavras de Rosa como obstáculos a serem removidos. Ao acompanhar neologismos, arcaísmos, regionalismos, sons e construções inesperadas, ele mostra que a linguagem é parte do próprio sertão inventado pelo romance — um sertão que é geografia, memória, imaginação e mundo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Pescando o Passado: o roteiro de 1988 que esperou 38 anos para virar filme
Esta não é daquelas obras que atravessam o tempo porque nunca deixaram de circular. “O pesadelo de Charles” é justametne o contrário: sobreviveu de maneira mais silenciosa: dobrada dentro de uma pasta, esquecida entre letras, poemas, rascunhos e papéis que eu já nem lembrava possuir.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Encontros Impossíveis: Dom Hélder Câmara
sábado, 19 de setembro de 2026
Capítulo Potiguar: Jesus, o papa-jerimum
E se Jesus tivesse nascido na Ribeira, crescido nas Rocas, reunido seus apóstolos por concurso e percorrido o Rio Grande do Norte pregando um evangelho de justiça, fraternidade e defesa da vida?
Em Jesus, o papa-jerimum, o médico, jornalista, poeta e memorialista José Fernandes Pedrosa transfere para o território potiguar alguns dos episódios mais conhecidos da trajetória de Cristo. O resultado é uma narrativa construída com humor, irreverência, crítica social e um conhecimento muito particular das cidades, dos costumes e das contradições do Rio Grande do Norte.


















