Conheça o autor
Roberto Homem é jornalista, escritor, poeta, letrista e compositor potiguar. Natural de Currais Novos, criado em Natal e radicado em Brasília, construiu uma trajetória em que jornalismo, literatura e música se encontram continuamente.A escrita começou ainda no tempo do colégio, quan
do já produzia poemas e criou, com amigos, um jornal-mural no bairro de Petrópolis, em Natal. Nos anos 1980, participou de outra experiência independente: o jornal xerocado O Voo Primeiro de uma Arribação em Extinção. O título já anunciava algumas marcas que permaneceriam em seu trabalho — a ligação com o Rio Grande do Norte, o gosto pela palavra e a disposição de criar espaços próprios de expressão.
Do jornalismo à comunicação pública
Antes de escolher definitivamente o jornalismo, Roberto cursou dois anos e meio de Economia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em 1985, ingressou no curso de Comunicação Social da UFRN, com habilitação em Jornalismo, concluído em 1990.
Antes de se estabelecer no serviço público, trabalhou como freelancer para jornais e revistas de Natal e integrou a equipe do Diário de Natal por pouco mais de um ano. No jornal, passou pelas pautas de esportes, economia e cidades e entrevistou personagens como Nilton Santos, Jamelão e Januário de Oliveira.Aprovado em concurso para jornalista do Governo do Rio Grande do Norte, trabalhou inicialmente na Fundação José Augusto. Nesse período, o contato com o músico Babal aproximou ainda mais o jornalista da composição. Depois, atuou na Secretaria de Educação e na Governadoria do Estado.
Em 1998, foi aprovado em concurso para o Senado Federal como analista legislativo na área de Comunicação Social e mudou-se para Brasília. No Senado, trabalhou na Agência Senado, na Presidência da Casa e nos gabinetes dos senadores Garibaldi Alves Filho, Jean Paul Prates e Leila Barros.
Também foi cedido ao Ministério da Previdência Social, onde acompanhou o ministro em viagens pelo país para cobrir inaugurações de agências do INSS. No Senado, integrou ainda equipes que representaram a instituição em feiras de livros realizadas em diferentes estados brasileiros — uma experiência que aproximou ainda mais suas trajetórias jornalística e literária.
A entrevista como encontro
Mesmo vivendo em Brasília, Roberto manteve sua ligação com o jornalismo potiguar. Passou a colaborar com o jornal Zona Sul, de seu amigo Costa Júnior, para o qual produziu mais de cem entrevistas.
Nesse arquivo aparecem artistas, escritores, pesquisadores, jornalistas e personagens de diferentes áreas, entre eles Ceumar, Cátia de França, Inri Cristo, Titina Medeiros, José Cortez, Nei Leandro, José Dumont, Gervásio Baptista, João Cláudio Moreno, Clodo Ferreira e Terezinha de Jesus.As entrevistas estão reunidas no site externo Zona Sul Natal, acessível pelo menu do SuperPauta. Embora ligado à trajetória de Roberto Homem, esse acervo é apresentado como um projeto parceiro, e não como uma editoria interna do blog.
Posteriormente, no SuperPauta, Roberto entrevistou nomes como Fernando Luiz, Moacy Cirne e Garibaldi Alves Filho, entre outros. Parte significativa desse acervo jornalístico está reunida na seção Arquivo de Entrevistas.
A experiência acumulada nessas conversas reais ajudou a dar origem aos Encontros Impossíveis, série de entrevistas imaginárias com personalidades que já morreram. Nela, pesquisa histórica, documentos, declarações reais, memória, criação literária e inteligência artificial são utilizados para imaginar conversas que atravessam o tempo — sem apresentar as respostas ficcionais como declarações documentais.Literatura: memória e invenção
A literatura acompanha Roberto desde os poemas escritos na juventude, mas ganhou uma nova dimensão com a publicação de seus livros.
Entre suas obras estão Cartografia do Cerco, O Livro Perigoso e O Guardador de Memórias. Em diferentes registros, os livros exploram memória, identidade, conflitos humanos e a maneira como o passado continua agindo sobre o presente.
A produção literária não aparece isolada das outras atividades. O olhar do repórter, a escuta desenvolvida nas entrevistas, a experiência com a linguagem jornalística e a imaginação do compositor atravessam também sua prosa e sua poesia.
Mais de 700 canções
Na música, Roberto começou como letrista, trabalhando em parceria com compositores e músicos. A mudança para Brasília aconteceu numa época em que a comunicação a distância era muito mais difícil. Longe dos parceiros potiguares, aprendeu por conta própria a criar melodias para suas letras.
Desde então, passou a alternar composições individuais com trabalhos realizados em parceria. Seu catálogo reúne mais de 700 canções e dezenas de álbuns disponíveis nas plataformas digitais, transitando por diferentes gêneros, personagens e narrativas.
Em 2019, lançou Mudança, seu primeiro e, até agora, único disco físico. Gravado no Estúdio Sérgio Farias, o álbum teve produção de Ricardo Menezes e reuniu participações de músicos e artistas potiguares como Terezinha de Jesus, Reinaldo Azevedo, Geraldo Carvalho, Eduardo Taufic, Carlos Zens e Jubileu Filho.Projetos como Asfalto Tropical, A Lenda da Sanfona de Ouro e Sangue no Sertão — A Saga de Mossoró mostram uma produção musical marcada pela narrativa, pela cultura brasileira e pelas referências nordestinas. Em trabalhos mais recentes, Roberto também utiliza recursos de inteligência artificial como ferramentas de produção e interpretação, preservando sua autoria nas letras, melodias e concepções dos projetos.
Em novembro de 2025, foi um dos vencedores da primeira edição do concurso Canções pelo Clima, promovido pelo Instituto Anelo, de Campinas, com a música Tique-Taque. A composição nasceu do contato com os debates sobre meio ambiente e políticas climáticas e utiliza o som de um relógio como metáfora da urgência ambiental — e das batidas do coração como sinal de que ainda existe tempo para agir.
O SuperPauta
O SuperPauta nasceu como espaço de convergência dessa trajetória. Mais do que um arquivo pessoal, o blog reúne jornalismo, literatura, música, memória, cultura e experimentação tecnológica.
Atualmente, o projeto está organizado em três editorias principais:
Encontros Impossíveis — entrevistas literárias com personalidades que já partiram, construídas por meio de pesquisa, memória, imaginação e inteligência artificial.
Capítulo Potiguar — conversas e reflexões sobre livros, autores e, futuramente, álbuns musicais, com atenção especial à produção cultural do Rio Grande do Norte.
Arquivo de Entrevistas — seleção de conversas realizadas por Roberto Homem ao longo de sua trajetória jornalística.
O site Zona Sul Natal, acessível pelo menu, complementa esse conjunto como acervo externo das mais de cem entrevistas produzidas por Roberto para o jornal de Costa Júnior.
Em todas essas frentes permanece a mesma curiosidade que levou um estudante a escrever poemas e criar um jornal-mural no bairro de Petrópolis: descobrir histórias, ouvir pessoas e experimentar novas maneiras de contar.
Livros, músicas e outros projetos
Os principais links para livros, álbuns, músicas e projetos de Roberto Homem estão reunidos em:
https://robertohomem.my.canva.site/
Contato
Para contatos, projetos, música e parcerias:





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