Em um encontro entre 1928 e o Brasil de hoje, a primeira prefeita eleita do país enfrenta perguntas sobre machismo, poder e as contradições de abrir caminho para as mulheres — enquanto novas vozes tentam fazê-las recuar.
“Procurarei fazer obra que fique.” — Alzira Soriano, em carta a Bertha Lutz, 19 de novembro de 1928, transcrita por Isabel Engler em sua dissertação de 2024.
Por Roberto Homem | SuperPauta
A primeira prefeita eleita do Brasil conhecia a política por dentro antes que lhe permitissem ocupar o cargo. Neste encontro imaginário, Alzira Soriano revisita a campanha de 1928, a parceria com Bertha Lutz, as hostilidades contra uma mulher no comando e as contradições de uma conquista amparada pelo poder dos coronéis. Uma conversa sobre governar, pertencer e abrir caminho para quem ainda ficou do lado de fora — e sobre a reação antifeminista que ameaça conquistas das mulheres no presente.





