sábado, 10 de outubro de 2026

Capítulo Potiguar - Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018)

Quem conta a história de um governo? O historiador que pesquisa documentos, o jornalista que acompanha as decisões, os integrantes de uma administração e as pessoas alcançadas por suas políticas podem produzir relatos muito diferentes sobre o mesmo período. É nessa convivência de perspectivas que se encontra parte do interesse de Governo do Rio Grande do Norte (1935–2018), o livro deste Capítulo Potiguar.

Organizada por André Felipe Pignataro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros, a obra reúne 25 perfis de governantes. Um desses capítulos, dedicado a Garibaldi Alves Filho, tem minha assinatura. A participação me permite apresentar a coletânea também por dentro: pelo caminho que me levou a escrever para ela e pelas lembranças do trabalho como jornalista ao lado do personagem retratado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Pescando o Passado: Os nudistas de Pitangui

 


Dois rapazes entram nus no mar de Pitangui. Quando saem, já não precisam apenas encontrar as sungas: têm de enfrentar a polícia, uma multidão e uma história que cresce a cada vez que alguém a conta.

Nesta semana, Pescando o Passado recupera Os Nudistas de Pitangui, um conto inspirado num acontecimento real e retomado agora a partir das páginas que consegui encontrar.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Encontros Impossíveis: Elino Julião


 O menino que atravessava o Seridó num jumento para cantar em Caicó pegou carona num caminhão de queijo e manteiga até Natal. Dali chegou ao rádio, foi chamado por Jackson do Pandeiro para trabalhar no Rio de Janeiro e fez músicas que o Brasil continuou cantando.

No antigo Forró da Coreia, Elino Julião recorda os companheiros de viagem, conta de onde vieram seus personagens, enfrenta a história de uma canção tomada por subversiva e explica por que, décadas depois, ainda havia gente lhe pedindo notícias de Nascimento.

Entrevista imaginária por Roberto Homem

sábado, 3 de outubro de 2026

Capítulo Potiguar — Menino de Asas

Em Menino de asas, a diferença que provoca medo também revela as contradições da cidade.

A cidade chama de monstro aquilo que não compreende. Mais tarde, quando descobre uma utilidade para suas asas, transforma o perseguido em funcionário exemplar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Pescando o Passado: o samba para Zila que perdeu o Carnaval no sorteio

Em 1991, “Canção do Sonho Oceânico”, de Babal Galvão e Roberto Homem, levou a poesia de Zila Mamede à avenida com a Imperatriz Alecrinense. Trinta e cinco anos depois, um folder guardado devolve à memória a música, o desfile e um vice-campeonato decidido pela sorte.

Vasculhando minha pasta de tesouros antigos, encontrei quatro páginas que sobreviveram a mudanças, esquecimentos e ao desgaste do papel. Formam o folder que a Imperatriz Alecrinense no Samba distribuiu no Carnaval de Natal de 1991, quando desfilou com o enredo “Zila Mamede — Canção do Sonho Oceânico”.

Ali estão o desenho da capa, a letra do samba, a descrição das alas e dos carros alegóricos, os nomes de quem trabalhou no barracão e os anúncios de um comércio natalense que já pertence a outra época. Para mim, no entanto, aquelas folhas guardam algo ainda mais pessoal: o começo de uma parceria musical que já atravessa 36 anos.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Encontros Impossíveis: Darcy Ribeiro

 


Às vésperas de mais uma eleição em que a educação corre o risco de virar promessa lateral, Darcy Ribeiro reaparece no Beijódromo, dentro da Universidade de Brasília. Diante da escola pública que o país ainda não decidiu construir, ele fala dos CIEPs, da UnB, de Anísio Teixeira, dos povos indígenas, da desigualdade, da inteligência artificial e da Lei de Diretrizes e Bases. Também responde às críticas, reconhece derrotas e pergunta aos candidatos o que quase nenhum palanque quer esclarecer: que criança brasileira estão dispostos a abandonar quando as urnas forem fechadas?

Entrevista imaginária por Roberto Homem