Encontros Impossíveis
O Amor Além da Vida
Desta vez, o encontro impossível é com o “Poetinha” que fez do amor uma religião e da poesia, um modo de viver.
“A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” — Vinicius de Moraes
A névoa se desfaz devagar,
e no meio dela surge o velho Vinicius — o Poetinha, o diplomata do amor, o
homem que fez da palavra um corpo vivo. Ao lado, um copo de uísque, meio cheio;
ao fundo, um samba de Paulinho Nogueira rodando num vinil que parece eterno. Ele
sorri, acende um cigarro imaginário e me convida a sentar. O cenário é uma mesa
que poderia estar em qualquer bar do mundo — ou talvez no céu dos boêmios, onde
as madrugadas nunca terminam. A conversa começa. E não acaba nunca.
Entre goles e lembranças, Vinicius fala da solidão digital, da intolerância, das guerras e dos amores efêmeros — temas que parecem novos, mas que ele sempre previu com sua sensibilidade antiga e eterna. (Roberto Homem)
